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História do Rio Tietê

 

O rio Tietê foi o primeiro caminho de penetração para o interior de São Paulo, já no primeiro século de colonização, como acesso ao interior para aventureiros, ambicionando ouro e pedras preciosas e, posteriormente com as monções, apesar das dificuldades de navegação que apresentava, ao longo do seu curso, com corredeiras e quedas que forçavam o seu contorno por meio do desembarque das canoas.

Por volta de 1720, caminho consolidado para as minas de ouro do sertão de Goiás e Mato Grosso, o rio Tietê via crescer a sua navegação, não só com o crescente número de aventureiros, como por expedições governamentais, organizadas pelo Capitão General da Capitania de São Paulo, D. Luiz Antonio de Sousa Botelho e Mourão, o Morgado de Mateus (1 765 - 1 775), o qual se achava empenhado em alargar e consolidar as fronteiras, povoando as terras além da atual cidade de Itu, as quais, pelo Tratado de Tordesilhas tinham pertencido à Espanha ( 1 493 - 1 640 ) .

O Tietê foi o "instrumento máximo de penetração do Brasil sul ocidental", segundo Afonso de E.Taunay e, de acordo com Basílio de Magalhães : "de suas margens partiu o movimento conquistador do todo o Sul, do Centro e do Oeste, ondulando-se, propagando-se seus efeitos por todo o sertão do Norte e do extremo Norte, em ajuda propícia e indispensável à irradiação dos criadores. " Esta era a grande estrada aberta para manter o terreno conquistado e, para tanto, o Morgado de Mateus concedeu sesmarias , fundou núcleos de povoação, etc., basicamente em suas margens. Com este intuito, fundou Nossa Senhora dos Prazeres do Iguatemi, um presídio, em 1 770 , destruido em 1 777 pelos espanhóis, vindos do Paraguai, bem como surgiram, a partir daí, e dentre outras, Itu, Constituição (atual Piracicaba), Pirapora do Curuçá (atual Tietê), Araraquara, Tatui, Lençóis, Botucatu, Ararytaguaba (atual Porto Feliz) .

Até início do século 19 esta via de penetração esteve ativa, quando começou a declinar, face às facilidades apresentadas pelos caminhos de terra, mais curtos e possibilitando o transporte de cargas em lombo de mulas bem como a mudança de rota , já com o advento da navegação a vapor, adotando-se a subida dos rios Paraná e Paraguai, foi encerrado o período áureo do rio Tietê como " estrada do sertão. "

O advento das ferrovias em São Paulo, em 1 867, com seu rápido desenvolvimento pelo interior paulista, veio comprometer, ainda mais, a navegação fluvial do rio Tietê, que contava, por volta de 1890, com cerca de ape-nas 222 km. navegáveis, a montante e a jusante de São Paulo, que vinha definhando, para praticamente cessar por volta de 1920. Após vários planos de nave-gação, elaborados nos últimos anos, finalmente, ha pouco tempo o rio Tietê passou a ser navegável em toda a sua extensão, graças às eclusas construidas nos locais dos antigos obstáculos.

 

 
         
   
   
   
   
   
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