< Tamanduateí oration: none; } a:hover { text-decoration: none; color= white } .tarefa { text-decoration: none; color: red } .tarefa:visited { text-decoration: none; color: red } .tarefa:hover { text-decoration: none; color: red} .titulo { text-decoration: none; color: red } .titulo:visited { text-decoration: none; color: red} .titulo:hover { text-decoration: none; color: red } //-->
Fale Conosco
Saiba Mais

Fau.USP

Wikipédia

Daee


História do Rio Tamanduateí

fonte: Arte: Cidade

Tamanduateí, em tupi, quer dizer "rio de muitas voltas". O curso original do rio Tamanduateí explica esse nome. Onde atualmente se encontram a avenida São João e o vale do Anhangabaú, por exemplo, o Tamanduateí fazia uma curva de sete voltas antes de se encontrar com o seu afluente mais importante, o Anhangabaú (o rio do mau espírito).

O rio Tamanduateí nasce na Serra do Mar e desagua no Tietê. Sua bacia hidrográfica possui 320 km2.

Seu principal afluente era o Rio Anhangabaú. Esses rios jazem hoje sob a cidade junto com a cultura indígena que os denominou. Não que fosse possível urbanizar São Paulo sem interferir na sua rede hidrográfica. Mas outras vias de interferência eram possíveis e talvez até mais plausíveis.

O Tamanduateí parece comportar-se de forma rebelde contra a concepção de progresso que o transformou num bueiro a céu aberto, depósito de todo o lixo social em perímetro urbano. Canalizado e poluído ele corre com maior velocidade procurando o rio Tietê para desaguar. Sem ter por onde se espraiar, sem encontrar os remansos que continham sua ânsia de desembocar, ele enche e invade impiedosamente a avenida do Estado que corre ao seu lado.

Como um muro aquático, o rio Tamanduateí cravou uma fratura no território da cidade. O Tamanduateí criou hiatos na comunicação entre o leste e o oeste, sulcando a descontinuidade entre a planície da zona leste e a colina histórica, no centro velho da cidade, onde os jesuítas construíram a primeira capela, rezaram a primeira missa e fundaram a vila de Piratininga, marco inaugural de São Paulo.

Até o início da construção do metrô, nos anos 70, desenhou a topografia do poder: a riqueza nas terras altas e a miséria nas baixas. No lado oeste, numa colina triangular, concentrava-se a cidade dos templos cristãos, das confeitarias com nomes franceses e dos sobrados imperiais. No leste, ficavam a várzea, as enchentes e os terrenos pestilentos.

As terras altas, a começar pela colina histórica, no centro, perderam destaque e charme há muito tempo. Ficou a pobreza, que transbordou para todos os lados.

 
         
   
   
   
   
   
© for Sampa.Art 2006 ®