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Um pouco da HISTÓRIA da Vila Olímpia

No início do século XX, a Vila Olímpia era formada por chácaras na parte alta (próximo à Av. Sto. Amaro) e terrenos alagados na parte baixa (próximo à Av. Nações Unidas).

Na década de 30, algumas dessas chácaras foram loteadas e, além de campo de futebol, surgiram as primeiras construções.

Naquele tempo, as ruas eram identificadas por números e, em 1937 quando a entidade "Casa do Ator" construiu sua sede no nº 275, passou a ter o nome "Rua Casa do Ator", entidade esta que abrigava artistas aposentados. (chegou a abrigar 80 artistas)

A Vila Olímpia continuou a progredir com residências, pequenos prédios, comércio e indústrias nas partes altas e baixas.

Em 1973, a Faculdade de Comunicação Social Anhembi mudou da Rua Humaitá (região próxima à Av. Brigadeiro Luis Antonio), para a Rua Casa do Ator e, hoje, com mais de 6 unidades espalhadas pelas Ruas "Quatá" e "Casa do Ator", tornou-se uma Universidade.

Na parte baixa, indústrias de médio e grande porte se utilizavam das grandes áreas e tentavam se defender das constantes enchentes, edificando suas fábricas e depósitos com pisos elevados em um ou dois metros acima do solo. Como exemplo, podemos citar: a Gelatto, a extinta Phebo, Curt Laboratórios e muitas outras.

Em 1990, grandes projetos foram realizados pela Prefeitura: a Av. Nova Faria Lima e a Av. Hélio Pellegrino tornaram o acesso à Vila muito mais fácil.

Mas, foi a partir de 1993/1995, com as obras básicas de alargamento dos rios Uberaba e Uberabinha (obras subterrâneas) que o grande "Boom" teve o seu início.

A Vila Olímpia, calma e silenciosa, passou a ouvir os "bate estacas" por todos o lados. A valorização dos imóveis, em função de não mais existir os freqüentes alagamentos, foi tamanha, que os proprietários não resistiram ao barulho e às ofertas.

Desde então, mais de 150 prédios de pequeno, médio e grande porte foram construidos ou reformados em tempo recorde, podendo abrigar mais de 70.000 pessoas e gerar uma circulação de mais de 120.000 pessoas nas áreas comerciais, residenciais e culturais.

Empresas mistas como a Telesp/Telefonica, notando este desenvolvimento, investiram de maneira massiva, procurando dar recursos com tecnologia de ponta, atendendo às necessidades para a construção dos famosos "prédios inteligentes" (fibra ótica).

Indústrias que ocupavam grandes áreas deixaram de existir para se tornarem "as megas casas de shows e eventos", como o Tom Brasil e a Via Funchal.

Casas noturnas, bares e danceterias surgiram em locais antes ocupados por fábricas de médio porte. Grandes áreas viraram estacionamentos para atender à grande demanda. Campo de futebol virou condomínio com torres imensas, abrigando mais de 1000 pessoas.

Podemos também dizer que este grande "Boom" ainda não terminou, pois novos projetos estão sendo elaborados que irão fazer com que a Vila se torne ainda mais atrativa, como são os projetos Continental Square e Solar Alvorada .

. Atualmente, não se consegue andar pelas ruas da Vila Olímpia sem encontrar um novo empreendimento, seja ele comercial, residencial ou cultural. Quando se fala na história do Bairro Vila Olimpia, podemos até afirmar que, na velocidade que as coisas andam por aqui, o dia de hoje é a história de amanhã.


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