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Roberto Burle Marx – Obras

Homenagem ao grande artista brasileiro Roberto Burle Marx através da mostra e análise de alguns de seus principais projetos de jardins (particulares e públicos) - com o objetivo de mostrar ao público o fundamento de sua prática como paisagista e suas preocupações - botânicas e artísticas, ecológicas e estéticas - com a riqueza da flora brasileira. A exposição destaca os aspectos formais, técnicos e didáticos de seus jardins, com ênfase nos projetos localizados na cidade do Rio de Janeiro. Pretende ainda mostrar ao público a diversidade artística de Burle Marx com a exibição de pinturas, desenho de jóias, artes aplicadas, etc, além de aspectos curiosos de sua personalidade como, por exemplo, sua faceta como colecionador de arte, amante de música e anfitrião de célebres almoços.

Exposição

Através da exposição "Burle Marx: Muito Além dos Jardins", a ser realizada de 30 de abril a 1 de agosto de 2003 no Espaço Cultural BNDES, será possível conferir de perto a qualidade da obra mundialmente famosa de Roberto Burle Marx. O acervo reúne fotografias, projetos, pinturas, desenhos, escultura e jóias, além de objetos da coleção pessoal do artista plástico e paisagista, atualmente sob a guarda do Sítio Burle Marx (IPHAN/MinC). 

A curadoria da exposição é de Vera Beatriz Siqueira, Doutora em História da Arte e professora do Instituto de Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde também coordena o Departamento da Sub-reitoria de Extensão e Cultura. É autora do livro Burle Marx (editora Cosac & Naify, 2001), atualmente com a segunda edição sendo publicada. Vera Beatriz Siqueira já trabalhou como curadora em diversas exposições, entre elas as mostras "Paisagem Carioca" (MAM-Rio, 2000) e "Brasil Redescoberto" (Paço Imperial, 1999).

O acervo da exposição será dividido em setores seguindo roteiro que, além de imagens fotográficas e peças diversas do artista, de entidades e de colaboradores, inclui elementos de áudio e vídeo para contar a trajetória artística de Burle Marx, considerado por inúmeros críticos e historiadores dedicados ao paisagismo como o pioneiro dos jardins modernos. 

Um recorte espacial na exposição enfoca o trabalho de Burle Marx na cidade do Rio de Janeiro, permitindo uma melhor visualização e compreensão de inúmeros projetos que fazem parte da história da cidade e que nem sempre são associados ao nome Burle Marx. São jardins e terraços como os do Ministério da Educação e Saúde, do aeroporto Santos Dumont e da Associação Brasileira de Imprensa; o Largo da Carioca; a orla do Leme; o calçadão de Copacabana; os jardins suspensos do Outeiro da Glória e o Aterro do Flamengo, entre outros.

Essa lista imensa inclui ainda o próprio cenário de fundo onde está sendo montada a exposição: os jardins e o piso da entrada do BNDES também são obra do paisagista e estarão integrados ao acervo. Outro destaque são os painéis com fotografias de plantas nativas brasileiras coletadas e estudadas por Burle Marx, sendo algumas batizadas com o nome do artista, que era botânico autodidata e especialista em plantas tropicais.

Em um núcleo complementar será abordada a diversidade e o refinamento da personalidade de Burle Marx, com a exibição de pinturas, desenho de jóias, artes aplicadas, etc. Também poderão ser conferidos aspectos curiosos desse artista polivalente, um interessado colecionador de arte popular e imaginária que nas horas vagas cantava música lírica para os amigos e era anfitrião de célebres almoços. Ou sua faceta de restaurador da pequena capela do século XVII localizada em seu sítio, em Barra de Guaratiba, nos arredores do Rio de Janeiro.

A exposição mostra a forte relação de Burle Marx com a natureza e seu estilo humanista, multifacetado e integrador de todas as artes. Afinal são 61 anos de uma carreira com mais de 2 mil projetos espalhados pelos cinco continentes que traduzem a sensibilidade de Burle Marx. Porque, para ele, um jardim "é uma obra viva, que resulta da combinação de diferentes formas e cores, como na pintura ou nos sons musicais". 

Sítio Burle Marx

Em 1972 Burle Marx se mudou para um terreno adquirido por ele em 1949, o sítio Antônio da Bica, localizado em Barra de Guaratiba, nos arredores do Rio de Janeiro. É lá que o artista passa a se dedicar com mais afinco à pintura e a colecionar obras de arte, além de cultivar, ao longo de mais de 20 anos, 3,5 mil espécies de plantas do mundo inteiro. A propriedade foi doada em 1985 ao governo federal pelo próprio Burle Marx, que sonhava criar ali uma escola para jardineiros e botânicos e abrir o sítio à visitação pública.

Depois de sua morte, ocorrida em 1994, quando tinha 82 anos de idade, o grande sonho de Burle Marx vira realidade. O sítio foi rebatizado com o seu nome e atualmente recebe visitantes do Brasil e de diversos outros países interessados em conhecer melhor a obra e paixões de Burle Marx. A exposição "Burle Marx: Muito Além dos Jardins" remete o público a este espaço que abriga a alma do artista que salvou da condenação e do extermínio várias espécies da botânica brasileira.

Fonte: www.bndes.gov.br

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