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Biografia de Emanoel Araújo


Escultura em aço e carbono - Jardim das Esculturas - Parque Ibirapuera, 1981

Existem artistas concentrados no seu trabalho, no métier, no seu mundo pessoal e fazem desse universo um manancial de descobertas, de prazeres sensitivos e intelectuais, o que é muito interessante quando se constata o resultado nas obras de arte produzidas. Muitos são os exemplos dessa concentração. Outros artistas, além de criar e realizar obras personais (e aqui a qualidade está diretamente amalgamada ao talento) também são vetores do fenômeno cultural, estimuladores de outros artistas, divulgadores eficazes da idéia da arte entre os indivíduos e comunidades, contribuindo para uma alteração da percepção do universo artístico, que se torna assim ampliado por sua ação. São pouquíssimos os artistas que tem essa disposição, que possuem esse carisma e esse poder multiplicador dos fatos artísticos. Emanoel Araújo é um desses iluminados.

Ele é um artista que alcança um lugar muito significativo no panorama da arte contemporânea brasileira, com sua escultura coerente, límpida e harmônica de formas, instigante, remissiva às próprias raízes e reverenciadora do belo inventado.

Na sua obra de produção e acabamento irrepreensíveis, transita a herança dos tempos numa vertigem de futuro antecipado, onde um classicismo elegante e isento se constrói, arriscado, em agudas referências (quem poderia afirmar, inconscientes?) às sínteses mais atávicas de suas origens negras e bahianas.

Assim foi sua história desde as primeiras xilogravuras (gravuras resultantes do desenho planificado e escavado em matrizes de madeira) chegando às esculturas de grande formato e aos relevos, onde materiais como ferro, aço e madeira se impõem com suas cores, de incontida audácia, contrastadas, vermelho e negro algumas vezes.

Na carreira do grande escultor juntou-se o idealismo e a eficiência do incentivador que semeia e multiplica os eventos da arte, que ama a atividade artística, realiza o esforço generoso de sua divulgação (por mais árdua que ela seja), e sendo preciso nesse saber fazer, desenrola a história e chama a atenção para uma fonte de conhecimentos, descobertas e satisfações.

Ao longo de muitos anos a frente de museus e casas de cultura (em especial, a se destacar a Pinacoteca do Estado, de São Paulo), Emanoel Araújo introduziu uma dinâmica, consistente, que resultou no acesso do grande público, de maneira muito organizada, a várias exposições de nível internacional, além da melhoria considerável dos equipamentos e dos espaços, para se ver arte confortavelmente.

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