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Biografia de Hélio Oiticica | |||
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Integrou também a representação do Brasil na exposição internacional de arte concreta realizada em 1960 em Zurique, na Suíça. Participou das coletivas de vanguarda "Opinião 65" e "Opinião 66", "Nova Objetividade Brasileira" e "Vanguarda Brasileira", realizadas entre 1965 e 1967 no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, expondo ainda na Bienal de São Paulo em 1957, 1959 e 1965, e na da Bahia em 1966. É o criador do termo "tropicália" - concedido a uma instalação de sua autoria exposta no Mam-RJ em maio de 1967 - que veio a ser adotado pelo movimento de grande influência na música popular brasileira no final da década de 60. Até 1959 Oiticica se conservava fiel aos veículos e suportes tradicionais da pintura. Posteriormente, abandonando o quadro e adotado o relevo, explorou novos domínios para chegar em seguida à arte ambiental. A partir de 1960 começa a realizar os penetráveis, que propõem estabelecer uma relação interativa entre o observador e as cores organizadas em forma de labirinto. Em 1961, cria seu primeiro projeto ambiental e, a partir de 1964, passa a freqüentar a escola de samba da Mangueira, tornando-se passista da escola e integrando-se à comunidade do morro, com a qual irá trabalhar em seguida em seus parangolés, a primeira das manifestações ambientais do artista, utilizando capas, estandartes e tendas. A partir daí surgem outras manifestações ambientais: uma sala de sinuca (1966), a instalação "Tropicália’, um jardim com pássaros vivos entre plantas, lado a lado com poemas-objetos, "Apocalipopótese" (1968), reunindo várias manifestações de outros artistas, no Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro. Esse conjunto de experiências serão objeto de importante exposição realizada em 1969 na Whitechapel Gallery de Londres inaugurando, em suas próprias palavras, "uma experiência ambiental (sensorial) limite". Oiticica, que em 1970 tomou parte em Nova Iorque na mostra Information, organizada pelo Museum of Modern Art (MoMA), recebeu nesse mesmo ano bolsa de estudo da Fundação Guggenheim. Viveu nos Estados Unidos até 1978, quando regressou ao Brasil e de novo se fixou no Rio de Janeiro, iniciando então a última fase de sua breve carreira. Nos últimos anos, a importância de Hélio Oiticica como artista seminal dos novos desdobramentos da arte ocidental de fins do século foi posta em destaque em exposições internacionais realizadas entre 1992 e 1994, em Paris, Roterdã, Barcelona, Lisboa e Mineápolis. Recebeu homenagem com uma sala especial na Bienal de São Paulo em 1994, e suas obras integraram também as Bienais de 1996 e 1998. Ainda em 1996 foi criado no Rio de Janeiro o Centro de Artes Hélio Oiticica, que abriga um conjunto de suas obras foram reunidas e preservadas anos depois de sua morte, em 19809, pelo Projeto Hélio Oiticica. Fonte: www.cpdoc.fgv.brConteúdos relacionados: Continuação... | Rugendas | Almeida Júnior | Benedito Calixto de Jesus | José Pancetti | Cândido Portinari | Alberto da Veiga Guignard | Anita Malfatti | Heitor dos Prazeres | Mário Zanini | Tarsila do Amaral | Flávio de Carvalho | Aldo Bonadei | Di Cavalcanti | Djanira da Mota e Silva |
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