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Biografia de Ramos de Azevedo |
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Suas obras mais importantes são a finalização da Catedral de Campinas (1883), o projeto da Escola Ferreira Penteado (1880), e diversas residências. Transfere residência para São Paulo (1886), quando realiza seu primeiro projeto de um edifício público, o prédio do Tesouro (1886-91), ao qual seguem-se: Quartel da Polícia (1888), na Luz; Escola Normal (1890-94) e do Jardim da Infância (1896), na Praça da República; Secretaria de Agricultura (1896), no Pátio do Colégio; Escola Prudente de Moraes (1893-95); Escola Politécnica (1895); Liceu de Artes e Ofícios (1897-1900); Teatro Municipal de São Paulo (1903-11), entre outras obras. Ramos de Azevedo chefia o escritório F. P. Ramos de Azevedo e Cia., atuando também como: Diretor da Companhia Cerâmica da Vila Prudente da Suburbana Paulista; da Companhia Mogyana de estradas de ferro; Diretor do Liceu de Artes e Ofícios; Conselheiro do Banco Ítalo-Belga; da Sociedade Paulista de Agricultura; da Caixa Econômica de São Paulo; da Comissão Administrativa do Teatro Municipal; Presidente do Instituto de Engenharia e da Comissão de Obras da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. O Escritório técnico de Ramos de Azevedo, situado na Rua Boa Vista, tornou-se famoso não apenas pelas obras que realizou, mas principalmente, pelo numeroso grupo de engenheiros e arquitetos que, em conjunto, trabalharam sob sua direção. Podemos citar: Krugs, Vitor Dubrugras, Rossi, Borioli, Albuquerque, Toledo, Anhaia Mello e tantos outros. Porém, dois profissionais, seus ex-auxiliares, tornaram-se notáveis: Ricardo Severo, emérito arquiteto português, que foi seu auxiliar de 1893 a 1895, e seu associado, de 1895 a 1928, e o engenheiro Arnaldo Dumont Villares, que também foi seu auxiliar de 1909 a 1911 e, seu associado de 1911 a 1928. O dois fundaram após a morte de Ramos, a firma F. P. Ramos de Azevedo Severo e Villares. Ramos de Azevedo assumiu a Diretoria da Escola Politécnica após o falecimento do antigo diretor Dr. Antonio Francisco de Paula Souza, permanecendo por 36 anos. Empregou todos os seus vencimentos no aparelhamento do laboratório tecnológico, hoje o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Os edifícios públicos, institucionais e privados projetados por Ramos de Azevedo tem características que os diferenciam das obras de outros arquitetos contemporâneos que atuavam na cidade de São Paulo, como: coerência e unidade ao conjunto da obra; utilização de alvenaria de tijolo armado; os espaços organizados de acordo com a utilização prática, levando em consideração o funcionalismo e articulação. Em se tratando de uma obra residencial, Ramos atuava com mais liberdade formal e estilística, levando em consideração o conforto, salubridade, iluminação, zoneamento das áreas (distinção entre o privado, o social e o serviço), e distribuição das peças. O modelo arquitetônico que Ramos de Azevedo implantou em São Paulo possibilitou sua integração aos programas e modelos mais importantes do século XIX. Os hospitais, asilos, quartéis, escolas, institutos, matadouros, edifícios públicos e residências constituem, para a época, modelos que respondem à necessidade de modernização. Um estilo voltado às técnicas e aos materiais do mundo industrial do século XIX. Seus edifícios são decorrência direta de um cuidadoso conhecimento e estudo técnico-científico, racionalidade, arte a serviço da utilidade e funcionalidade. Ramos de Azevedo morreu em Santos a 13 de junho de 1928. Algumas Obras Realizadas Pelo Escritório Técnico Teatro Municipal de São Paulo (1903-1911)
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