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Largo São Bento

O Largo São Bento tem sua história diretamente ligada à história da cidade: ali estava instalada a taba do cacique Tibiriçá, que demarcava o limite do povoado que começava a se formar. A localização era estratégica: Tibiriçá, sogro de João Ramalho, cuidava da segurança daqueles amigos do genro que acabavam de chegar.

A taba deu lugar a um largo, onde, em 1.598, foi construída uma capela em homenagem a Nossa Senhora de Montserrat. Durou pouco: em 1.600 começava a instalação do Mosteiro de São Bento, aproveitando a vasta área pertencente aos beneditinos - toda a extensão da Florêncio de Abreu e a avenida São João, chegando até à rua Anhangabaú.

A igreja ganhou o nome de Nossa Senhora da Assunção - e este é o nome dela até hoje, embora seja mais conhecida como a Igreja de São Bento. Em 1.650, Fernão Dias, o "descobridor das esmeraldas", doou grande soma para reforma e ampliação do mosteiro - por isso seus restos mortais foram enterrados ali. Segundo o historiador Afonso de Taunay, na reforma realizada no mosteiro, em 1.914, foram encontrados "tecido do hábito com que foi enterrado, melenas ruivas, uma tíbia enorme e sua funda de ferro".

Em 1.864, o largo ganhou um chafariz projetado por um jardineiro francês, Fourchon, responsável também por um jardim cercado por grades, conforme os modelos europeus, com grama e árvores. A reurbanização tem um motivo forte: os dois maiores hotéis da cidade - o D'Oeste e o Miragliano estão instalados no largo e o movimento de pessoas era intenso. Jardim e chafariz desaparecem em 1.910, junto com o velho mosteiro e a igreja, para dar lugar a uma construção maior, projetada pelo alemão Richard Berndl. Os grandes prédios em torno da praça começam a aparecer a partir de 1.935.

A última transformação do largo São Bento veio com o metrô, durante a década de 70. O local foi transformado em canteiro de obras, cercado por tapumes, casas comerciais tiveram de ser desativadas. Durante algum tempo, foi um local evitado, devido às dificuldades de locomoção.

As pessoas voltaram com o término da linha do metrô e o largo ganhou um calçadão, bancos, jardins. No ano passado, com a comemoração dos 400 anos, foi reformado. Hoje o largo São Bento recebe diariamente cerca de 80 mil pessoas.

Fonte: JT Web

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