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Palácio dos Bandeirantes



O prédio Palácio do Governo, localizado na avenida Morumbi, 4.500, que abriga a Casa Militar, Secretaria do Governo e Gestão Estratégica, teve sua inauguração como sede definitiva do governo em 30 de março de 1970.

De arquitetura eclética, a edificação do Palácio lembra um pouco o estilo arquitetônico italiano da década de 40 (uma fase da arquitetura italiana). O prédio sede do executivo paulista foi originalmente projetado para abrigar a universidade "Fundação Conde Francisco Matarazzo". Criada com verba de doação feita pelo Conde Francisco Matarazzo Júnior e especialmente para manter a futura universidade, a fundação encomendou o projeto a um dos engenheiros das "Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo" Francisco da Nova Monteiro, e também deixou a seu cargo a responsabilidade pela execução, em terreno de propriedade da família Matarazzo.

A construção foi iniciada no primeiro semestre de 1955 e arrastando-se nos anos seguintes. A universidade jamais foi instalada. A iniciativa de criar uma instituição especializada em economia e administração de empresas não vingou. Diversas tentativas foram feitas para que as fundações como "Getúlio Vargas" e "São Paulo" assumissem a sua direção, entretanto problemas financeiros impossibilitaram o término das negociações.

Em vista disso, foram iniciadas negociações como Governo do Estado de São Paulo (gestão Ademar de Barros), finalizadas com a desapropriação do imóvel feita pelo decreto nº 43.225, de 22/04/1964. Pelo decreto nº 44.735, de 19/04/65, determinou-se a transferência da sede do governo, até então situada no palácio dos Campos Elíseos, para o atual prédio.

Galeria dos Governantes

A Galeria compõe-se de doze retratos, de autoria de Oscar Pereira da Silva, Paulo Vergueiro Lopes de Leão e Carlo de Servi, recolhidos da Secretaria da Justiça pelo Governador Paulo Egydio Martins, que, na ocasião, encomendou ao pintor Mário Gruber outros 13, de governadores das últimas quatro décadas, excluindo-se o do Governador André Franco Montoro, executado pelo artista Sérgio Ferro.

Da Junta Governativa, passagem do Império para a República, 1889, até hoje, contam-se ao todo 43 Chefes de Estado que, às vezes, por dias, meses ou cumprindo mandatos integrais, ocuparam o Governo de São Paulo sob a titularidade de Governador Nomeado, Presidente Eleito pelo Congresso Constituinte, Presidente pelo Senado Estadual, Presidente Eleito, Governador Militar, Delegado Militar e Interventor Militar, Interventor Federal, Interventor Federal e Governador, Governador Militar e Interventor Federal, Interventor Interino, Presidente pela Assembléia Legislativa e Governadores eleitos direta ou indiretamente.

Embora faltando parte dos retratos de ex-Chefes de Estado (em processo de resgate), a atual sequência dos retratos da Galeria é um manifesto e um testemunho da história e da arte de São Paulo, que define o perfil do Acervo Artístico do Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo do Estado, desde sua instalação em 1970.

As molduras dos retratos da Galeria dos Governadores foram executadas, artesanalmente, pelos operários da Casa da Raposa, fundada em 1926. Na confecção delas, algumas alegorias fazem parte da ornamentação, como: um florão com ramos de café - na parte superior; dois consoles ladeando um frontão com o nome do Governador - na parte superior. As medidas. Padrão/oficial (madeira) são: 155 x 116 x 80 cm e um vão de 120 x 80 cm para receber a tela.

O Palácio dos Bandeirantes, na avenida Morumbi, 4.500, está aberto à visitação pública. Os interessados devem informar sobre dia e horário e agendar a visita pelo telefone 3745.3139.

Histórico das sedes do governo do Estado de São Paulo

A primeira sede do governo do Estado foi o Real Colégio de São Paulo. Sua instalação foi oficializada em 25 de janeiro de 1554, com missa celebrada por Manoel de Paiva, Manoel da Nóbrega e José de Anchieta.

Com o desenvolvimento da Província de São Paulo, a sede do governo no então chamado Largo do Palácio, atual Pátio do Colégio, foi se tornando pequena. Sob o governo de Jorge Tibiriçá a velha sede foi demolida e adquirido o Palacete Elias Chaves, localizado na antiga Chácara dos Bambus e construído pelo fazendeiro de café Elias Antonio Pacheco e Chaves como uma réplica do Castelo de Écouen, construído na França, século XVI.

Jorge Tibiriçá imaginou construir no local um grande edifício para abrigar simultaneamente a sede do governo paulista e a residência do governador, mas o antigo prédio foi preservado e definitivamente adquirido em 1911 pelo governador Albuquerque Lins. Em setembro de 1912, foi inaugurado pelo governador Rodrigues Alves, com uma visita coletiva da imprensa, sob o nome de Palácio dos Campos Elíseos.

Decorrido meio século, o governador Adhemar de Barros adquiriu a atual sede do governo do Estado, quitando em troca do imóvel as dívidas fiscais do Grupo Matarazzo. O terreno e suas benfeitorias foram declarados de utilidade pública através do decreto nº 43.225 de 22 de abril de 1964.

Foram transferidos para a nova sede o gabinete do Chefe de Governo as Casas Civil e Militar e o setor administrativo. O prédio, originalmente, destinara-se a abrigar uma faculdade de ciências econômicas. Em 1966, sob o governo de Laudo Natel, o palácio foi ajardinado e cercado.

O processo de mudança para a nova sede incluiu tríplice destinação ao palácio: sede da Chefia do Poder Executivo Estadual, com suas atribuições decisórias e de representação, sede administrativa e residência do governador. Em 30 de março de 1970, sob o governo de Abreu Sodré, o palácio torna-se a sede definitiva do governo paulista. Com o nome de Palácio dos Bandeirantes, a partir daí houve um esforço no sentido de fazer do palácio do governo um centro de cultura, com a constituição de acervo de móveis, quadros e objetos. Em 26 de novembro de 1977, sob o governo de Paulo Egydio Martins, o palácio é aberto ao público, característica que mantém até hoje.

Dos compartimentos que compõem o prédio do Palácio dos Bandeirantes, destaca-se a Galeria dos Governadores, a sala de arte barroca, as obras de artes - no primeiro andar -, entre elas telas, esculturas, louçarias e pratarias que fazem parte do acervo do governo.

Fonte: Cláudio Paulo Neto, Faculdade de Economia e Administração da PUC.

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