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História da Sociedade Esportiva Palmeiras

o Palmeiras foi fundado em 1914, com o nome de Societá Esportiva Palestra Itália, por um grupo de imigrantes italianos empolgados com a visita à cidade do Torino e do Pro Vercelli, duas grandes equipes italianas da época. O embrião para a fundação do time começou a se e desenvolver na Societá Doppo Lavoro.

Seguiram-se diversas convocatórias (incentivadas principalmente por funcionários da Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo e por membros da Sociedade Recreativa Belle Estrela) para se reunir no Salão Alhambra, localizado na rua Marechal Deodoro Nº 2.

Nas primeiras reuniões, os participantes não sabiam se o clube se devotaria a atividades "filodramáticas" ou esportivas. Prevaleceram as idéias do grupo interessado nas práticas esportivas e, em 26 de agosto, na presença de 46 sócios-fundadores foram redigidos os estatutos do novo clube. Foi Luigi Cervo, um ex-atleta do SC Internacional quem propôs o nome Palestra Itália (do grego palaistra, lugar onde se faziam exercícios ginásticos).

A primeira camisa era verde, com uma larga faixa horizontal branca e um escudo com a cruz de Savóia do lado esquerdo do peito. Em 24 de janeiro de 1915, a equipe do Palestra estréia em Sorocaba vencendo o SC Savóia por 2 a 0 (mais tarde Votorantim FC). O atacante Bianco, de pênalti, marcou o primeiro gol do clube.

Costela corinthiana - O forte Corinthians, campeão de 1914, vive uma grave crise financeira em 1915. Ao mesmo tempo, italianos que torciam para o alvinegro decidem aderir ao novo time da colônia. O Palestra recebe nesse ano o reforço de oito jogadores do Corinthians, todos de origem italiana. Bianco, marcador do primeiro gol do clube, viera do Corinthians. A divisão entre corinthianos e palestrinos divide as famílias italianas nas primeiras décadas do século.

Não é verdade que o Palestra foi fundado para suprir a falta de uma equipe que representasse a colônia italiana. Na cidade de São Paulo existiam, na época da fundação do Palestra, várias equipes integradas exclusivamente por membros da colônia. Algumas delas chegaram a disputar os campeonatos paulistas em época contemporânea à estréia do "Verdão" (ou "tricolore" como era chamado). Entre esses clubes, estava o Ruggerone FC (da Água Branca) e o Ítalo FC, que disputaram o paulistão no mesmo ano da estréia do Palestra.

Em março de 1914, fora fundado o FC Bersaglieri (com sede na rua Vergueiro, 402). Outros clubes de imigrantes italianos da época foram a Societá Calcistica Florentia, a AC Lazio e o Itália FC, que participavam do campeonato da Associação Paulista de Foot-Ball (uma terceira liga criada durante o cisma de 1914).

Obviamente, o peso político dos diretores das Indústrias Matarazzo e a devoção dos funcionários da empresa encarregaram-se de inclinar a balança a favor do Palestra, que acabou se transformando, anos mais tarde, no representante oficial da colônia. Em 1916, o Palestra é admitido nos campeonatos da APEA no lugar do Scotish Wanderers, formado por ex-jogadores do SPAC (o Scotish foi expulso da Liga porque seus integrantes, contrariando o amadorismo da época, se reuniam em um bar após os jogos para dividir a renda da partida).

O Palestra jogou a primeira partida do campeonato no dia 13 de maio, no campo da "Chácara da Floresta" (campo da AA das Palmeiras), empatando em 1 a 1 com a AA do Mackenzie College. Valle II marcou o gol palestrino. A equipe da primeira partida oficial foi a seguinte: Fabrini; Grimaldi e Ricco; Fábio II, Bianco e De Biase; Gobbato, Valle II, Vescovini, Bernardini e Cestari.

Em 1918, abandona o campeonato após uma batalha campal na partida contra o Paulistano. Na Chácara da Floresta, no dia 19 de dezembro, conquista seu primeiro título, o de campeão paulista de 1920. Um ano mais tarde compra, por 500 contos de réis, uma parte do terreno pertencente à Companhia Antártica Paulista.

Sua melhor média em termos de campeonatos estaduais é obtida no quinquênio 1932/36, época em que vence o campeonato paulista em quatro oportunidades. Em 1942, por causa do estado de guerra entre o Brasil e os países do Eixo, o governo pressionou o clube para que este adotasse uma denominação "brasileira". Após curto período em que se chamou Sociedade Esportiva Palestra de São Paulo (nome também vetado pelo governo), adotou a atual denominação, em 20 de setembro.

Existem duas hipóteses para a escolha do nome: a primeira é de que foi escolhido por causa das palmeiras que circundam o estádio do Parque Antártica, segunda é que teria sido uma homenagem à Associação Atlética das Palmeiras. O clube, então já extinto, fora o principal aliado do Palestra quando o clube solicitou seu ingresso na fechada Liga Paulista, em 1916.

Rivalidade com o São Paulo - Com o novo nome, o Palmeiras conquista o título de 1942, em disputa contra o São Paulo. O jogo, vencido pelos ex-palestrinos por 3 a 1, foi um espetáculo deprimente ao final. Os jogadores do São Paulo abandonaram o campo aos 19 minutos do segundo tempo. Ironicamente, o tricolor tinha planos para se apoderar do Parque Antárctica na época, aproveitando-se da suposta vinculação de palestrinos como o fascismo e o nazismo. Ficou sem o cobiçado campo e sem o título.

O Palmeiras conquista também os campeonatos de 1947 e 1950. Depois de ter protagonizado apaixonantes duelos contra o Santos de Pelé, na década de 60, o clube vence três campeonatos paulistas e dois brasileiros nos anos 70. Passa a merecer, definitivamente, o apelido de Academia, pelo futebol técnico e bem jogado que caracteriza suas equipes. Como símbolo desse estilo de jogo sofisticado, os palmeirenses elegeram o grande Ademir da Guia.

Em 1977, no entanto, entra em um período de vacas magras que o mantém longe do título estadual por 16 anos. Nesse período, vê o maior rival, o Corinthians, conquistar 5 títulos paulistas e um brasileiro. Faz também "a festa do interior", ao permitir, em duas decisões traumáticas para a torcida, que o Guarani leve o título brasileiro de 1978 e que a Internacional de Limeira seja a primeira agremiação interiorana a conquistar o Paulistão, em 1986.

Em 1992 o clube formaliza um acordo de co-gestão com a multinacional italiana Parmalat. Com ótimos esquadrões, torna-se bicampeão paulista (93/94) e bicampeão brasileiro (93/94). Sagra-se novamente campeão paulista em 1996, com a melhor campanha de um time na fase do profissionalismo no certame. Em 1997, com um time sem grandes estrelas, mas como um forte esquema de marcação, imposto pelo técnico Luís Felipe Scolari, consegue ser vice-campeão brasileiro.

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