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Bairro Higienópolis

A história do bairro começa no século 16 quando a sesmaria do Pacaembu foi doada aos jesuítas por Martim Afonso de Souza. A extensa área era delimitada pelo caminho dos Pinheiros (Rua da Consolação), Emboaçaba (Av. Dr. Arnaldo) e pelo córrego Água Branca. Na época da doação, a região foi dividida em três áreas: Pacaembu de Cima, do Meio e de Baixo.

Mais uma vez, o café foi o grande responsável pela mudança... até urbanística. A partir de 1900, começaram a surgir os casarões ao longo da avenida Higienópolis. A maioria construída por barões de café, que moravam antes no bairro dos Campos Elíseos, comerciantes e industriais. Poucas mansões sobraram desse período, algumas delas tombadas pelos órgãos de patrimônio histórico.

A evolução urbanística teve início no começo do século 20 e a intensa verticalização ocorreu a partir da década de 40.

O primeiro período trata dos loteamentos feitos por Martinho Buchard e Victor Nothmann, na região da Maranhão Nos primeiros tempos, devido à origem européia dos empreendedores, foi grande a concentração de anglo-saxões na área. Atualmente Higienópolis é considerado um cio bairros de classe média alta da capital.

Sesmaria é o nome que se dá a grandes lotes de terra que o rei de Portugal cedia aqueles que se dispusessem cultivá-las. Eram em geral incultas ou abandonadas. O bairro de Higienópolis correspondia a parte dessa região denominada Sesmaria do Pacaembu, e ocupada pelos jesuítas nos primórdios do 
Séc. XVI.

Durante muito tempo assim permaneceu, dividida em Pacaembu de Cima, hoje Higienópolis,Pacaembu do Meio, e Pacaembu de Baixo. Posteriormente, com a expulsão dos jesuítas, os lotes foram sendo adquiridos e os terrenos divididos em chácaras, muitas delas propriedade da elite paulistana.

O bairro nasceu no final do século passado acompanhando a expansão urbana da cidade promovida pela riqueza do café e o deslocamento do eixo da economia do norte do país para São Paulo.

Em 1890, dois comerciantes alemães, Martin Buchard e Victor Nothmann compraram parte da região do Barão de Ramalho e deram início ao loteamento das terras. Entre os primeiros ocupantes havia comerciantes estrangeiros, profissionais liberais e fazendeiros que traziam da Europa, principalmente da 
França, móveis; a planta das casas; o material de construção; e o estilo arquitetônico em voga naquela época. Algumas famílias ilustres ocuparam palacetes esplêndidos em vastas áreas com jardins e pomares, alguns deles, tombados pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico Cultural e Ambiental de São Paulo. O prédio da Secretaria de Segurança na Avenida Higienópolis, construído em 1931, pelo fazendeiro Magalhães, é um belo exemplo da imponência daquele tempo.

Atualmente, o Centro Universitário Maria Antonia, pertencente à Universidade de São Paulo,ocupa a Vila Penteado, projeto do arquiteto sueco Carlos Ekman que incorporou à sua arquitetura elementos “art-nouveau” .

O Clube São Paulo, localizado entre as Ruas Martinico Prado e D. Veridiana, hoje bastante descaracterizado, ocupa a antiga residência da família Prado,construída em 1884 . Conhecida como chácara Vila Maria, a mansão de D. Veridiana Valeria da Silva Prado, filha do barão de Iguape, foi um dos 
locais preferidos dos intelectuais e da elite paulistana para seus encontros e discussões. A Semana de 22 foi certamente uma delas.

Na década de 40-50 alguns projetos de moradia residencial em prédios de apartamento foram o que se denomina hoje, modernistas. Não seguia o padrão de construção europeu. Entre eles, o Edifício Prudência e Capitalização, de Rino Levi, e dois edifícios de apartamentos naAvenida Angélica, ambos construídos e 
projetados pelo escritório de J. Artaxo Jurado: o Bretagne e o Parque das Hortências.

Fonte: Mil Faces de São Paulo - Leviano Poncino - Editora: Fênix
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