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Rio de Janeiro

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Rio de Janeiro - Cidade Maravilhosa

Andar pelas ruas do Rio é reviver a história do Brasil. Os prédios antigos do centro da cidade e arredores carregam em si a lembrança de grandes momentos do país.

Em janeiro de 1502, a segunda expedição exploratória portuguesa, comandada por Gaspar Lemos, chegou à baía de Guanabara. Avistando o que para ele seria a foz de um rio, deu o nome à região de Rio de Janeiro.

Mas foi apenas em 1565 que Estácio de Sá fundou o município, batizando-o com o nome de São Sebastião do Rio de Janeiro, em homenagem ao então Rei de Portugal, D. Sebastião.

À época do Império, a região viveu de seu potencial portuário e dos ciclos da cana de açúcar, do ouro e do café, utilizando mão-de-obra escrava e em 1763, se transformou na capital do Império.

Em 1889, um grupo de militares do exército brasileiro, liderado pelo Marechal Deodoro da Fonseca, destituiu o imperador e assumiu o poder no país. Com a Proclamação da República em 1889, a capital do Império tornou-se a capital federal do Brasil.

No começo do século XX, surgiram na cidade as ruas largas e construções imponentes, a maioria no estilo francês fin-de-siècle. A primeira universidade do país foi criada em 1920 no Rio de Janeiro e chamada de URJ (Universidade Rio de Janeiro). Após este período, formaram-se várias instituições de ensino superior e centros de estudo sobre a cultura e história fluminenses, que procuravam resgatar a memória e construir uma identidade para a população do estado, esvaziado econômica e politicamente desde o fim do Segundo Império.

O Rio de Janeiro manteve sua posição como capital da República até a inauguração de Brasília em 1960.

Com o golpe de 1964, o país viveu quase vinte anos sob o regime militar. Nessa mesma época, o país viu nascerem os maiores representantes da cultural brasileira a nível internacional nas áreas da literatura, música e artes plásticas. Muitos deles ainda são lembrados como ícones do Brasil, como Tom Jobim, Oscar Niemeyer, Chico Buarque e muitos outros.

O regime militar terminou no início da década de 80 com a hiperinflação. A essa época, com a abertura política do país, foi eleito um governador para o estado do Rio de Janeiro, responsável pela construção do Sambódromo e dos Centros Integrados de Educação Pública.

Em 1985, o congresso nacional aprovou algumas medidas que acabavam com qualquer vestígio da ditadura e, em 1988, foi promulgada a Constituição. Até então, o Brasil veio lutando com a inflação, que foi controlada apenas com o Plano Real iniciado em 1994.

Com a economia estabilizada, o Rio de Janeiro pode assumir cada vez mais a sua vocação para destino turístico, transformando-se em um grande polo cultural e turístico do país.

Esporte ao livre

Com belíssimos cenários da zona norte a zona sul, a cidade do Rio de Janeiro é um convite aos moradores e visitantes para a prática de exercícios ao ar livre. O frescobol, tradicional esporte criado na praia de Copacabana na década de 50, tornou-se apenas mais uma das diversas atividades de lazer praticadas pelos cariocas em dias ensolarados, no verão e no inverno.

As ruas de Copacabana são excelentes para uma pedalada noturna e os finais de tarde em toda orla carioca, perfeitos para uma partida de vôlei ou futevôlei. O futevôlei possui algumas características do futebol - o jogador pode tocar a bola com qualquer parte do corpo exceto braços, antebraços e mãos - e do voleibol – o jogo é disputado em sets e cada time só pode dar no máximo três toques.

Existem atividades ainda mais inusitadas, como a prática do slack line, em que os praticantes andam sobre uma corda bamba, amarrada a dois extremos. Nas praias do Rio é comum encontrar praticantes se equilibrando entre coqueiros, de frente para o mar.

Outro exemplo é prática de wakeboarding na Lagoa Rodrigo de Freitas, com vista privilegiada para o Cristo Redentor, as montanhas da Floresta da Tijuca e a Pedra da Gávea.

Pôr-do-sol na Praia do Arpoador

Famosa pela pedra que invade o mar de mesmo nome, a pequena praia do Arpoador possui cerca de 500 metros e se localiza entre o forte de Copacabana e a praia de Ipanema. Proporciona uma das vistas mais deslumbrantes do Rio: o sol se pondo atrás do Morro Dois Irmãos, com as praias de Ipanema e Leblon como cenário.

Esse momento inesquecível faz parte do cotidiano dos frequentadores da zona sul. Entre os meses de outubro a fevereiro, quando a cidade está no horário de verão, é comum ver os cariocas saírem do trabalho e irem direto para a praia simplesmente para aplaudir esse espetáculo da natureza.

Prédios históricos, igrejas e espaços culturais

Boa parte da história do Brasil mantém-se viva no Rio de Janeiro. Belos prédios dos séculos 19 e 20 abrigam museus, igrejas e centros culturais que remontam a história da cidade e a cultura do país. Há uma grande variedade de espaços que oferecem exposições temporárias, mostras de cinema, apresentações de música, teatro e dança.

O Museu de Arte Moderna representa um marco na arquitetura brasileira. Os trações do arquiteto Affonso Eduardo Reidy e o projeto paisagístico de Roberto Burle Marx resultou em um dos espaços culturais mais renomados do Rio de Janeiro. Inaugurado em 1958 e reativado em 1990, o museu sedia grandes exposições nacionais e internacionais.

Entre as igrejas e espaços para prática religiosa, a Catedral Metropolitana, inaugurada em 1979, destaca-se pela grandiosidade e modernidade do projeto arquitetônico em forma de cone. São 75 metros de altura e 106 metros de diâmetro externo, com capacidade para 20 mil pessoas em pé. No interior, os vitrais coloridos deslumbram qualquer visitante.

Outro cenário antológico do Rio de Janeiro é o da Ilha fiscal. O local, que foi posto alfandegário até 1913, ficou famoso por sediar o último baile do Império, em novembro de 1889, no palacete da ilha. A construção remete a um castelo em estilo neogótico é aberta para visitação e o acesso é feito através de escunas que partem do Espaço Cultural da Marinha, no centro do Rio.

Imperdível para os amantes de arte contemporânea, o prédio que funcionou como sede e agência do Banco do Brasil até 1989, atualmente encontra-se reformado para abrigar um dos mais badalados espaços culturais e artísticos da cidade. Localizado na avenida Presidente Vargas, próximo a famosa Igreja da Candelária, reúne biblioteca, cinema, teatro, livraria, loja, salão de chá e restaurante, além dos espaços para exposições temporárias.

Fonte:http://rio2016.com/cidade-maravilhosa

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