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MAM - Museu de Arte Moderna

Na década de 30, a vontade de criar um museu de arte em moldes modernos dominava os ares dos eventos culturais da metrópole paulistana. Textos de Mário de Andrade e Sérgio Milliet, então diretor da Biblioteca Municipal de São Paulo, reivindicavam a necessidade de museus de arte contemporânea.

Já nessa época, praticamente 18 anos antes da inauguração do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), surgiu um clima propício à implantação de entidades museológicas que rompessem os limites da Pinacoteca do Estado. Na época, esse era o reduto do academicismo, contrária às novas tendências.

Milliet, o maior entusiasta da idéia, coordenou vários encontros do grupo interessado em formar um museu de arte moderna em São Paulo. Em cartas ao magnata americano Nelson Rockefeller, Milliet relatava as iniciativas e também as dificuldades para concretizar o projeto.

Em uma carta enviada em novembro de 1946, Rockefeller registra: "Também tivemos dificuldades que, felizmente, se resolveram com o tempo", referindo-se à criação do Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA), em 1929.

Os contatos e entendimentos entre Milliet, o intelectual paulista Carlos Pinto Alves e o industrial Ciccillo Matarazzo e Rockefeller resultaram na doação de treze obras do acervo do mecenas americano. Em 1947, Pinto solicitou a Rockefeller o envio dos estatutos e do sistema de organização do MoMA, pelos quais pretendia pautar o sistema de funcionamento do futuro museu paulistano.

Firmados esses contatos, Ciccillo passou a assumir a liderança do projeto, cabendo a ele a iniciativa de convidar Léon Dégand, crítico belga residente em Paris, a organizar a primeira exposição do museu. Finalmente, em 1948, graças à iniciativa de Matarazzo, um legítimo representante da colônia italiana ligado à indústria, o MAM tornou-se realidade. Sua inauguração efetiva deu-se em março do ano seguinte, em sua sede na Rua Sete de Abril, 230, no mesmo prédio onde já funcionava o MASP, inaugurado pouco antes.

Dégand assumiu a diretoria artística do museu até agosto de 1949, quando foi substituído por Lourival Gomes Machado. A personalidade forte de Ciccillo e sua constante interferência nas atividades artísticas do Museu, do qual era presidente vitalício, geraram inevitáveis atritos com o diretor. Essa dificuldade foi enfrentada pelo sucessor, que igualmente pediu demissão do cargo logo depois da I Bienal. Em 1963, ocorre a cisão final e a criação do Museu de Arte Contemporânea (MAC).

O acervo do MAM, doado à Universidade de São Paulo durante a crise da década de 60, conta hoje com 2.094 obras. A biblioteca foi reaberta em 1986 e atualmente conta com vinte mil títulos. O número de visitantes saltou de 12.570 para 86.265 em 1996, sendo seis mil somente na exposição do Miró realizada na sede do prédio noParque do Ibirapuera.

Mais Informações

www.mam.org.br 
Parque do Ibirapuera, portão 3 - s/nº
CEP 04094-000
São Paulo - SP

Telefone:
(0xx11) 5549-9688

Fax:
(0xx11) 5549-2342

Fonte: Estadão

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