Destaques

Arte Romana

Notas e informações:

Nos slides seguintes, nosso curso de introdução a História da Arte apresenta uma seleção de textos e imagens que irão complementar e ilustrar as aulas ministrada pela arte educadora Elaine Gomes.

Os textos extraídos de sites e portais da internet visam permitir aos interessados acesso on-line a informações e imagens que irão auxiliar na compreensão das nossas palestras e a assimilação deste fascinante conteúdo que encontramos na História da Arte. As imagens cuja observação e contemplação são fundamentais para o conhecimento e o prazer que uma obra de arte proporciona ocuparão ao lado dos textos e das aulas um relevante espaço em nosso curso.

“Aprender a ver é a mais longa aprendizagem de todas as artes.” (Goncourt). Na seqüência dos textos e das imagens apresentamos um questionário que servirá para a avaliação do conhecimento adquirido, e nos capítulos finais um link para uma teste permitira aos aprovados receber o certificado de conclusão do curso.

Na ultima página informações bibliográficas, cinematográficas e links de sites e portais sobre a história da arte.

A Arte Romana foi influenciada pela cultura grega e pela etrusca. Os gregos buscavam um ideal de beleza, mas os etruscos eram mais realistas, e suas construções voltavam-se para o popular. O uso da abóbada e de arcos foi seu grande legado. O senso de realismo e a busca do imediato levaram os romanos a realizações arquitetônicas e urbanísticas inéditas, como as estradas pavimentadas, as termas e os anfiteatros. As construções exibiam grandeza material, força, energia e caráter. Os templos  mais conhecidos são o de Júpiter Stater, o de Saturno, o da Concórdia e o de César, o Panteão, de planta circular, coberto por uma grande cúpula aberta no centro, por onde penetrava a luz do sol. As basílicas tinham planta retangular, mas só depois do advento do cristianismo passaram a ter um caráter religioso. Antes eram usadas para reuniões de caráter político e comercial. As termas, centro social dos romanos eram constituídas de ginásio, piscina, pórticos e jardins. As mais famosas são as de Caracala. Muito afeitos a divertimentos os romanos gostavam de teatros, circo, lutas, corridas de cavalos, bigas, peças teatrais, espetáculos com animais, escravos e gladiadores. Os mais famosos são o teatro de Marcelus, o Circus Maximus e o Coliseu, um grande anfiteatro ornamentado com arcos, colunas e esculturas que podia abrigar 40 000 pessoas. Os romanos também usavam colunas e arcos triunfais, para homenagear seus grandes generais.

arte-romanaPINTURA

O conhecimento sobre a pintura romana deve-se em grande parte a descoberta de Pompéia, cidade que foi soterrada pela erupção do Vesúvio no ano 79 e descoberta no século XVIII. Encontramos na cidade diversas pinturas, de caráter decorativo, ornamentando os palácios e os aposentos das residências, reproduzindo paisagens, a fauna, a flora e cenas bucólicas; também retratavam seus habitantes, com grande fidelidade.

PINTURA

O Mosaico foi muito utilizado na decoração dos muros e pisos da arquitetura em geral. A maior parte das pinturas romanas que conhecemos hoje provém das cidades de Pompéia e Herculano, que foram soterradas pela erupção do Vesúvio em 79 a.C. Os estudiosos da pintura existente em Pompéia classificam a decoração das paredes internas dos edifícios em quatro estilos. Primeiro estilo: recobrir as paredes de uma sala com uma camada de gesso pintado; que dava impressão de placas de mármore.

Segundo estilo: Os artistas começaram então a pintar painéis que criavam a ilusão de janelas abertas por onde eram vistas paisagens com animais, aves e pessoas, formando um grande mural.

Terceiro estilo: representações fiéis da realidade e valorizou a delicadeza dos pequenos detalhes.

Quarto estilo: um painel de fundo vermelho, tendo ao centro uma pintura, geralmente cópia de obra grega, imitando um cenário teatral.

arte-romana2MOSAICO

Partidários de um profundo respeito pelo ambiente arquitetônico, adotando soluções de clara matriz decorativa, os masaístas chegaram a resultados onde existe uma certa parte de estudo direto da natureza. As cores vivas e a possibilidade de colocação sobre qualquer superfície e a duração dos materiais levaram a que os mosaicos viessem a prevalecer sobre a pintura. Nos séculos seguintes, tornar-se-ão essenciais para medir a ampliação das primeiras igrejas cristãs.

arte-romana3

Assim como aconteceu nas outras artes, a pintura da Roma Antiga foi grandemente devedora do exemplo grego. Antes da introdução da influência clássica-helenística grega entre os séculos V a.C. e IV a.C., a pintura da Roma arcaica herdara elementos da pintura mural etrusca, ela mesma tendo aprendido muito dos gregos do período Arcaico. Os exemplos que subsistem procedem de contextos funerários, encontrados em tumbas em Capaccio, Orvieto, Tarquinia, Cerveteri e outras cidades, mas sua qualidade é em geral medíocre. Embora mostrem muitas cenas da mitologia grega, a grande maioria delas trata da vida etrusca, com jogos fúnebres, cenas de banquete com músicos e dançarinos, animais e decoração floral e abstrata. O estilo dessas cenas deriva da arte linear produzida na Jônia, mas do século V a.C. em diante o estilo ateniense começa a predominar e a técnica se aperfeiçoa. Tumbas clássicas são encontradas em Chiusi, um importante centro comercial dessa fase, e as suas pinturas tumulares apresentam avanços na técnica do sombreado e efeitos tridimensionais.

arte-romana4Os retratos merecem um comentário à parte porque eram elemento importante no sistema religioso e social romano. O costume de retratar os mortos tinha longa tradição. Nos lararia das residências se instalavam efígies dos ancestrais como forma de homenagem perpétua, e nas procissões organizadas pelas elites os retratos de família apareciam em destaque, a fim de confirmar e atestar sua linhagem patrícia. Estas efígies podiam ser esculpidas sob forma de bustos ou cabeças, modeladas em cera ou terracota como máscaras mortuárias, ou pintadas sobre medalhões e escudos, e costumavam apresentar grande semelhança com o retratado. Quando se generalizou o uso dos enterramentos, substituindo as cremações dos mortos, esse tipo de imagem também passou a fazer parte dos contextos sepulcrais.

arte-romana5O uso do retrato não era exclusivo dos romanos, e desde o Helenismo se tornara comum e todo o Mediterrâneo, não só como lembrança dos mortos, mas também como oferendas aos deuses e como elogio dos vivos, especialmente dos imperadores, generais e outras personalidades, mas também os cidadãos comuns podiam ter sua face eternizada, pois a técnica tinha um custo relativamente baixo, ao contrário da estatuária. No tempo de Plínio, contudo, as práticas memorialistas começavam a perder força na metrópole, embora ainda sobrevivessem nas províncias. Os retratos pintados encontrados na Itália são extremamente raros. Alguns sobrevivem em Pompéia e Herculano, mas o maior e mais importante acervo deste gênero de obra foi resgatado no Egito. Ali eram usados em associação com a mumificação dos cadáveres, e os exemplos se encontravam colocados ao modo de máscaras sobre a face dos falecidos, dentro dos sarcófagos.

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As características gerais da arquitetura romana são: busca do útil imediato, senso de realismo; grandeza material, realçando a idéia de força;* energia e sentimento; predomínio do caráter sobre a beleza; originais: urbanismo, vias de comunicação, anfiteatro, termas.

ARQUITETURA

A arquitetura romana mesclou influências etruscas, gregas, com as característica de sua própria civilização, principalmente a partir do século II a.C., quando as conquistas romanas possibilitaram a formação de uma elite enriquecida e ao mesmo tempo fortaleceu o Estado.

Dos etruscos herdaram as técnicas que lhes permitiram a utilização do arco e da abóbada. Dos gregos herdaram as concepções clássicas dos estilos Jônio, Dório e coríntio, aos quais associaram novos estilos, como o toscano.

No entanto, a arquitetura romana, se foi fortemente influenciada pela cultura grega, desenvolveu, por sua vez obras que retratavam uma nova realidade, diferente daquela vivida por gregos, em qualquer período de sua história. Nesse sentido destaca-se a imponência e a grandiosidade das construções romanas, refletindo as conquistas e a riqueza desta sociedade - templos, basílicas, anfiteatros, arcos de triunfo, colunas comemorativas, termas e edifícios administrativos - eram obras que apresentavam dimensões monumentais.

Os romanos ainda construíram aquedutos que transportavam água limpa até as cidades e também desenvolveram complexos sistemas de esgoto para dar vazão à água servida e aos dejetos das casas Da mesma maneira encontramos obras particulares, mansões nas cidades e em seus arredores, refletindo a riqueza de patrícios e posteriormente dos homens novos. O enriquecimento proveniente das conquista foi responsável pelo desenvolvimento do gosto pelo luxo, e pode ser percebido também nas construções.

arte-romana7

Os romanos eram grandes admiradores da arte grega, mas por temperamento, eram muito diferentes dos gregos. Por serem realistas e práticos, suas esculturas são uma representação fiel das pessoas e não a de um ideal de beleza humana, como fizeram os gregos. Retratavam os imperadores e os homens da sociedade.

Mais realista que idealista, a estatuária romana teve seu maior êxito nos retratos. Com a invasão dos bárbaros as preocupações com as artes diminuíram e poucos monumentos foram realizados pelo Estado. Era o começo da decadência do Império Romano que, no séc. V - precisamente no ano de 476 - perde o domínio do seu vasto território do Ocidente para os invasores germânicos.

Entre as civilizações do mundo antigo, a dos romanos é, sem dúvida, aquela a que mais temos acesso, uma vez que eles nos deixaram um vasto legado literário, que nos permite traçar sua história com uma riqueza de detalhes que nunca nos cansamos de admirar. Paradoxalmente, no entanto, poucas questões são mais difíceis de responder do que a que fazemos a seguir: "O que é a arte romana?" O gênio romano, tão facilmente identificável em qualquer outra esfera de atividade humana, torna-se estranhamente enganoso quando perguntar nos se existiu um estilo romano nas artes. Por que isso acontece?

arte-romana8A razão mais óbvia é a grande admiração que os romanos tinham pela arte grega de todos os tipos e períodos. Não só importavam milhares de originais de épocas anteriores e deles faziam um número ainda maior de cópias, como também as suas próprias criações eram claramente baseadas em fontes gregas, sendo que muitos de seus artistas eram de origem grega. Mas, além da temática diferente, o fato é que, como um todo, a arte criada sob o patrocínio romano parece nitidamente diferente da arte grega e apresenta qualidades positivas não gregas que expressam diferente intenções. Assim, não devemos insistir em avaliar a arte romana segundo os padrões da arte grega, perto da qual poderia parecer, superficialmente, uma fase final e decadente.

O Império Romano foi uma sociedade extraordinariamente aberta e cosmopolita, que absorveu os traços regionais num modelo comum totalmente romano, homogêneo e diversificado ao mesmo tempo. A "romanidade" da arte romana deve ser buscada nesse modelo complexo, e não numa única e consistente qualidade formal.

Referências

Na Internet:

Nos Livros:

  • PROENÇA, GRAÇA: História da Arte, Editora Ática 1989
  • PRETTE, MARIA CARLA: Para Entender a Arte, Editora Globo 2009
  • ARGAN ,GIULIO CARLO: Arte Moderna, Companhia das Letras 2008
  • Janson, H. W e Janson, Antony F. : Iniciação á História da Arte, Livraria Martins Fontes Editora.
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